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06/Novembro/2018

Cinco mitos e cinco verdades sobre as doenças renais

Tomar leite aumenta a chance de ter pedras nos rins? Mudança na cor da urina é sinal de problemas? Nefrologista responde a essas e outras dúvidas comuns da população


Os rins são os filtros do corpo. São eles os responsáveis por eliminar as impurezas e substâncias tóxicas do sangue, equilibrar a quantidade de sais e potássio no organismo, regular a pressão arterial, além de produzir hormônios como, por exemplo, a eritropoietina, que estimula a produção dos glóbulos vermelhos.

Disfunções e lesões no órgão, se não identificadas precocemente, podem evoluir para insuficiência renal crônica. Como nos estágios iniciais da doença renal, geralmente, os pacientes são assintomáticos, a prevenção é a melhor receita, diz a médica nefrologista Maria Gabriela Rosa, do Instituto Nefrológico de Campinas (INC Nefro).

Apesar da importância dos rins para a saúde, muitos mitos sobre sintomas, prevenção e cuidados ainda persistem na população, afirma a nefrologista.

A especialista esclarece algumas dúvidas mais comuns. Confira:

A cor da urina pode indicar problema nos rins.

VERDADE
Vários fatores interferem na coloração da urina. Entre eles, estão o consumo de alguns alimentos (como a beterraba, por exemplo), corantes usados em medicamentos e a quantidade de água ingerida. Porém, alterações mais significativas e persistentes podem ser sinais de problemas nos rins ou nas vias urinárias. A urina considerada normal é amarela clara. Cor avermelhada ou mais escura é, geralmente, indicativa da presença de sangue, enquanto o alaranjado forte pode significar ingesta insuficiente de líquidos. Mudanças no odor, na frequência e na quantidade da urina também devem ser observadas. Na dúvida, o melhor é procurar um médico.

Quanto maior a ingestão de água, melhor.

MITO
Em pessoas saudáveis, a quantidade de água para manter a hidratação adequada do corpo varia de acordo com o peso. O recomendado é ingerir em media 35 mililitros (ml) por quilo (kg). Isso significa que uma pessoa que pesa 70kg deve beber em torno de 2.450ml de água por dia. Já a média ideal para quem pesa 50kg é de 1.750ml diários. O consumo de água por pessoas que já têm a função renal comprometida deve ser menor para evitar edemas (inchaço), entre outros problemas.

Alimentação equilibrada contribui para a saúde renal.

VERDADE
Todo o corpo se beneficia com uma alimentação balanceada, com muitas frutas, vegetais e sem excessos, e com a redução do consumo de produtos industrializados e embutidos. Bons hábitos à mesa evitam a obesidade, uma das causas relacionadas às doenças renais. Ingerir grandes quantidades de sal pode levar à hipertensão arterial e também a uma maior eliminação de cálcio na urina. Esse cálcio acaba se acumulando nos rins, aumentando a chance da formação dos cálculos (pedras). O consumo excessivo de proteínas animais também sobrecarrega o órgão.

Tomar leite aumenta a chance de pedra no rim.

MITO
Muitas pessoas associam a formação dos cálculos renais com a ingestão do cálcio, presente no leite, queijos, iogurtes e outros derivados; mas essa é uma ideia equivocada. Estudo realizado na Itália mostrou que pessoas submetidas a uma dieta pobre em cálcio têm quase o dobro do risco de ter pedras nos rins, além de comprometer a saúde dos ossos e favorecer a osteoporose.

Hipertensão, obesidade e diabetes aumentam o risco de doença renal.

VERDADE
Essas doenças estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença renal crônica.

Urina com espuma é normal.

MITO
Os rins também eliminam toxinas e filtram uma variedade de substâncias, que podem aparecer na urina quando suas funções estão alteradas. Por exemplo, a urina espumosa demais indica a eliminação de grande quantidade de proteína pelos rins, sinalizando que algo de anormal está acontecendo.

Cansaço, edema, anemia e perda de apetite são sinais de problemas.

VERDADE
Esses são alguns dos sintomas que podem estar relacionados às alterações nas funções dos rins, consequente ao acúmulo de líquidos no organismo, falta de produção do hormônio que regula a produção dos glóbulos vermelhos e retenção de várias toxinas antes eliminadas pelos rins saudáveis.

Homens estão livres das infecções do trato urinário.

MITO
A ocorrência de infecções urinárias é realmente mais frequente nas mulheres. Isso ocorre por uma questão anatômica: a uretra é mais curta, com a vagina e o ânus próximos, favorecendo a entrada e a proliferação de fungos e bactérias na bexiga e nos rins. Mas a doença pode, sim, acometer os homens. A estimativa é que para cada dez casos de cistite, um ocorra em homens.

Anti-inflamatórios e analgésicos prejudicam os rins.

VERDADE
O consumo indiscriminado e excessivo desses medicamentos altera o fluxo sanguíneo renal, reduzindo a capacidade de filtração e eliminação de substâncias tóxicas do organismo, provocando o desequilíbrio entre sais e líquidos, e lesões no órgão, o que pode levar à insuficiência renal aguda ou crônica.

Todas as doenças dos rins são incuráveis.

MITO
O diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar o avanço da doença. No caso da insuficiência aguda, ou seja, a perda súbita da capacidade renal, os rins podem se recuperar com o tratamento adequado, feito com medicamentos ou diálise. Quando a doença se torna crônica, porém, é progressiva e irreversível, e o paciente necessitará de suporte dialítico por toda a vida, a menos que seja submetido a um transplante renal.

Sobre o Instituto Nefrológico de Campinas (INC Nefro)
O Instituto Nefrológico de Campinas é referência no atendimento a pacientes renais crônicos na cidade e região. Pioneiro em inovação tecnológica, dispõe de equipamentos para hemodiálise e hemodiafiltração de última geração, proporcionando atendimento de ponta, segurança e conforto aos pacientes durante o tratamento. Localizado no Cambuí, possui sala especial para hemodiálise, hemodiafiltração e diálise peritoneal, e conta com nefrologistas experientes, com mais de 20 anos de atuação na área. O INC valoriza o tratamento integral, humanizado e personalizado e, além do Ambulatório de Nefrologia, possui equipe multidisciplinar em nutrição, psicologia, assistência social, avaliação e tratamento dos distúrbios minerais e ósseos da doença renal. O Instituto fica na Rua Barreto Leme, 1.846.


Fonte: Lettera Comunicação




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