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14/08/2014

AGCS lança relatório sobre aumento de riscos com expansão do Canal do Panamá

A Allianz Global Coporate & Specialty (AGCS), braço de resseguros do grupo Allianz, lança o relatório Panama Canal 100: Shipping Safety and Future Risks


AGCS lança relatório sobre aumento de riscos com expansão do Canal do Panamá

Rio de Janeiro, Agosto, 2014: Com o 100° aniversário do Canal do Panamá, a resseguradora alerta sobre o aumento de riscos que será gerado com o plano de dobrar a capacidade de transporte de carga dos navios que transitam na via.

O estudo identifica que o valor dos bens assegurados que transitam na área do canal pode aumentar em mais de US$ 1 bilhão por dia após a conclusão do Projeto do Terceiro Grupo de Eclusas, que inclui a construção de dois novos conjuntos de eclusas, criando uma terceira via de passagem para grandes navios.

Todos os anos, mais de 12 mil barcos navegam pelo Canal, quantidade que pode crescer significativamente com a inauguração das novas eclusas em 2015. A previsão é que a expansão vá permitir que 12 a 14 embarcações de grande porte possam passar por dia pelo local – um aumento de 4.750 navios.

Com aproximadamente 3% ou US$ 270 bilhões do comércio marítimo mundial já transitando pelo Canal do Panamá todos os anos, a passagem segura de embarcações é fundamental. No entanto, especialistas da AGCS alertam que o aumento do tráfego e navios de grande porte pode impactar o recorde de segurança conquistado na última década, inclusive com aumento de riscos durante o período inicial de abertura do canal.

O Capitão Rahul Khanna, diretor de Riscos Marítimos da AGCS, explica o impacto de gerenciamento de risco potencial dessa expansão: “Grandes navios representam maiores riscos. A enorme quantidade de carga transportada significa que um acidente grave tem potencial de levar a uma perda considerável e maior perturbação. Por exemplo, um navio de 12.600 TEU totalmente carregado é tão extenso quanto quatro campos de futebol com um raio de até 49 metros e pode ter sozinho um valor de carga segurada de US$ 250 milhões”.

Se estiver operando em sua capacidade total projetada após a expansão, AGCS estima que isso poderá resultar em um adicional de US$ 1,25 bilhão em bens segurados que passam pelo Canal em um dia, com navios maiores desempenhando um papel fundamental no aumento da capacidade de processamento.

Esses novos navios podem representar grandes desafios no quesito resgate. Em caso de acidentes, pode haver um número insuficiente de especialistas de salvamento qualificados para lidar com os chamados navios-Panamax.


Infográfico
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Impacto regional cresce

Com navios maiores em movimento na região, um incidente também pode afetar o tráfego nos principais portos nos Estados Unidos e em outros países, resultando em um potencial aumento da interrupção de negócios e perdas de seguros.

Além disso, portos e terminais americanos no Leste e na costa do Golfo estão expostos a furacões. Os navios que transportam maiores concentrações de bens segurados vão passar mais tempo nesses portos, o que representa um aumento do risco. Por exemplo, uma grande parte das perdas da Supertempestade Sandy em 2012 foi por conta da inundação dos portos na região Nordeste dos Estados Unidos.

Para atender os grandes navios também são necessárias mudanças nos portos mundiais junto à cadeia de fornecimento do canal, o que representa uma série de novos desafios. Além disso, serão necessárias atualizações adicionais de infraestrutura para lidar com o aumento do volume. A capacidade de processamento terá de ser melhorada para evitar gargalos nos portos. A navegabilidade é crítica: correntes de ar e de água precisam ser suficientes para permitir a passagem segura dos navios com contêineres maiores.

Outro grande desafio é a manipulação real de navios de maior porte. Procedimentos operacionais dos portos terão que ser revistos no que diz respeito às limitações de vento e do tempo, dadas às margens operacionais apertadas que esses navios terão de enfrentar.

Por outro lado, uma rota marítima expandida da Ásia para o leste dos EUA / Costa do Golfo poderia levar a uma redução do risco em outra área, como explica o capitão Allan Breese, Engenheiro Sênior de Risco Marítimos da AGCS: ''Quanto mais tempo você mantem um contêiner em um navio e não fica fazendo transbordos de um meio de transporte para outro, melhor''.

Treinamento de qualidade é a chave para a mitigação de risco

A AGCS acredita que o treinamento é fundamental para mitigar os novos riscos envolvidos, tanto na própria região do Canal quanto nos portos afetados.

Como o capitão Khanna explica: ''A expansão do Canal do Panamá irá representar um novo ambiente de transporte para muitos marinheiros. Com o aumento do número de navios de grande porte que passam por essa importante hidrovia, o nível de formação dos pilotos será extremamente importante. A tentativa de manobrar uma dessas embarcações em espaço restrito por si só cria um risco muito maior''.

As autoridades do Canal do Panamá têm investido em formação de marinheiros, incluindo planos para fretar um navio para a prática de manobras na nova passagem. No entanto, a formação pode não preparar completamente o profissional para lidar com as situações que podem ocorrer com uma embarcação. ''É extremamente importante saber que os processos e sistemas em vigor são dinâmicos e que a indústria aprende com os erros, porque, inevitavelmente, alguns serão cometidos. Mesmo com o treinamento, os profissionais só poderão realizar o procedimento com alguns navios. Quando o canal for efetivamente aberto, uma série de embarcações com características diferentes irão passar pela via e isso sim será um desafio”, diz Capitão Khanna.

Perdas em foco

Entretanto, a análise da AGCS identifica que a região do Canal do Panamá tem um histórico de segurança que tem melhorado constantemente ao longo dos últimos anos, com um total relativamente baixo de 27 acidentes de navegação ao longo da última década, incluindo apenas duas ''perdas totais''.

Essa taxa de acidentes de cerca de um em cada 4.000 trânsitos é comparada favoravelmente com outros cursos de água importantes como o Canal de Suez (1 em 1100 trânsitos) e o Canal Kiel (1 em 830 trânsitos). Os navios graneleiros, de carga e os porta-contêineres são os que mais passam pelo canal, por isso, representam mais de 75% de todos os incidentes no local desde 2002.

Em um ambiente de transporte relativamente controlado, a causa mais comum de incidentes desde 1993 é o contato com as paredes e colisões entre navios, que representam quase 60% dos incidentes analisados ​​pela AGCS. Danos Máquinas e insucesso ocupam a terceira posição, representando mais de 20%.

http://www.agcs.allianz.com.


Fonte: S2Publicom




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